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Usina Solar Fotovoltaica instalada no Lago de Sobradinho reforça necessidade de pesquisa sobre energia limpa

Publicada em 23/01/19 as 09:16h por CBHSF - 37 visualizações


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 (Foto: Juciana Cavalcante)
Começando o ano com uma realidade bem diferente de 2018, o reservatório de Sobradinho, no Norte da Bahia, deixa a região em uma situação mais confortável. No início do ano passado contava com 13,59% do seu volume útil, e em janeiro de 2019 o lago armazena 35,76% da sua capacidade. Não é muito, mas já muda o cenário dos últimos tempos e essa não é a única novidade que é possível notar em um dos maiores lagos artificiais do mundo: é na sua superfície que está instalada a Planta Solar Fotovoltaica criada a partir do Projeto de Pesquisa & Desenvolvimento para implantação do Centro de Referência em Energia Solar de Petrolina (CRESP).

A usina flutuante consiste na implantação de diversos sistemas e componentes que além de subsidiar pesquisas do potencial energético da região visa também agregar energia às atuais fontes de geração. O projeto, no âmbito do P&D+I (Pesquisa e Desenvolvimento + Inovação), objetiva resultados mediante estudos técnicos, simulações e análises operacionais. Segundo o Diretor de Operação da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), João Henrique de Araujo Franklin Neto, no projeto para o Lago de Sobradinho estão previstas uma planta de 1MWp (Megawatt-pico) e, na sequência, uma planta de 4MWp, com investimento total da ordem de R$ 56 milhões. O recurso é oriundo da carteira Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de P&D+I da Chesf, empresa responsável pela instalação, fiscalização e operação.

Na fase de medições, etapas de 1MWp e 4MWp, estão contemplados os campos de avaliação respectivos ao Meio Ambiente; Irradiação Solar; Produção de Energia; Estudos Comparativos; Operação e Manutenção; Perdas Elétricas; entre outros. Na primeira etapa do projeto a capacidade de geração anual da usina flutuante 1MWp é da ordem de 1.752.000kWh (Quilowatt-hora), equivalente ao consumo anual de 1.460 residências, com consumo anual de energia de 1.200kWh. Já a usina flutuante de 4MWp tem a capacidade de geração de 7.008.000kWh (equivalente ao consumo de 5.840 residências, também com consumo anual de energia de 1.200kWh). Ao final do projeto a capacidade de geração anual pretendida é da ordem de 8.760.000kWh.

O sistema tem as placas (painéis fotovoltaicos) instaladas sobre flutuadores semi-submersos e é composto por ancoragem, por meio de portas de concreto, cabos e boias; flutuadores primários (para fixação dos painéis fotovoltaicos); flutuadores secundários (para circulação); caixas de conexão; cabos de força e controle; eletrocentro; rede de média tensão; e interligação. Ainda de acordo com o Diretor de Operações, a escolha da região do Lago de Sobradinho para sediar o projeto considerou as condições climáticas. “A escolha se deu após análises das condições de instalação da usina flutuante, dados meteorológicos, conexão, escoamento da energia gerada e proximidades com outros projetos e centro de pesquisa. Ainda dentro da perspectiva da região, há um importante conjunto de possibilidades que passam por fatores como o solar fotovoltaica no lago de Sobradinho; solar fotovoltaica Petrolina – Planta Comercial; solar fotovoltaica Petrolina – planta tecnológica; termosolar com calhas parabólicas; termosolar com torre central; entre outras”, explicou.

O processo que compreende a realização de estudos, por serem oriundos de projetos no âmbito do P&D+I ANEEL, os resultados serão divulgados e têm a função de, entre outros aspectos, contribuir com estudos científicos e projetos em desenvolvimento para geração de energia por fonte solar. O estudo também irá avaliar os impactos ambientais desses equipamentos.

“Assim como a bacia do São Francisco estamos em uma região privilegiada por sua capacidade de geração de riquezas seja pela sua produção, seja pelos nossos recursos. Recursos esses que devem ser protegidos e esse é o papel do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco que vem acompanhando sempre de perto novas iniciativas que podem contribuir com a sua preservação, como o estudo que vem sendo desenvolvido através da geração de energia solar”, afirmou o Coordenador da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, Julianeli Lima.

Aumento da vazão

Com um cenário um pouco mais confortável do que nos últimos anos, no último dia 07 de janeiro durante reunião de avaliação da operação dos reservatórios do São Francisco, coordenada pela Agência Nacional de Água – ANA, foi definido o aumento da defluência de Sobradinho passando para o patamar de 900 m3/s.

Com o período úmido Bacia no São Francisco encontra, a expectativa é de que o lago continue recebendo mais água e o volume útil continue subindo. “A autorização da elevação da defluência para o patamar de 900 m3/ está condicionada a uma situação de armazenamento em Sobradinho igual a 55% VU no mês de maio de 2019. Ou seja, se as simulações apresentadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS, no âmbito da Reunião de Avaliação da Operação dos Reservatórios do São Francisco indicarem um armazenamento inferior a este valor de 55% VU na data de 01/05/2019, será revista a programação de defluência para valores inferiores ao atualmente praticado (900 m3/s)” concluiu Franklin.

 Juciana Cavalcante /CBHSF



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